Houston Rockets – Devido à diversas trocas que formaram esse elenco, o Rockets não possuía nenhuma escolha nesse Draft.
Indiana Pacers – Com a escolha de número 18, o Indiana selecionou o pivô da Geórgia Goga Bitadze. Apesar do jogo de garrafão estar longe de ser uma carência do time, a escolha pode ser explicada através do argumento de ter pego o jogador mais talentoso. Goga apresenta boa estatura e envergadura, e ainda assim uma boa habilidade para pontuar próximo à cesta, além de ser um bom protetor de aro. É difícil dizer quantos minutos ele irá receber devido a presença de Domantas Sabonis e Myles Turner no garrafão, mas ele tem potencial para apresentar o jogo mais completo entre os pivôs.
Los Angeles Clippers – Com as escolhas 27 e 48, o Clippers selecionou o pivô Mfiondu Kabengele de Florida State, que demonstra bom jogo ofensivo, mas tem como maior virtude o potencial de defender armadores no perímetro. Na escolha 48 o ala Terance Mann,também de Florida State, não entrou no combine como um dos 100 melhores prospectos, mas suas boas performances defensivas e movimentação sem a bola no jogo para os scouts das equipes fez com que fosse um dos selecionados.
Los Angeles Lakers – Com a escolha de número 46, o selecionado foi o ofensivamente versátil Talen Horton-Tucker de Iowa State, que pode ser tanto um criador de jogadas como um jogador de garrafão. Não deve ter espaço no time principal. A aposta da franquia de L.A. para rechear o elenco está toda na free agency.
Memphis Grizzlies – Desde o momento em que a franquia teve a notícia de que teria a segunda escolha no Draft, os boatos se tornaram fortes de que Ja Morant seria o selecionado e que, Mike Conley, um dos principais jogadores da história da franquia, seria trocado. A troca de Conley para Utah alguns dias antes do Draft só confirmou que a segunda escolha seria Ja Morant.
Vindo de Murray State, Ja é um jogador extremamente capacitado ofensivamente, e devido à esse repertório o armador é apontado como possivelmente o jogador que tenha menos dificuldades em se adaptar ao estilo da NBA.
Ja Morant possui capacidades atléticas espetaculares – embora ainda haja dúvidas se o seu corpo franzino irá ser capaz de aguentar fortes contatos após infiltrações e ainda assim finalizar -, um bom chute de pull-up, é um ótimo passador, além de muito inteligente. Mesmo sendo um armador principal, pode ser efetivo sem ter a bola nas mãos de maneira dominante. Entre os defeitos do jogador estão o alto número de turnovers – os desperdícios de bola são justificáveis pelo tempo que passa com a bola nas mãos e os passes arriscados que tenta -, e o hábito de apostar demais em roubos de bola, que por vezes faz com que perca a sua posição para defender.
Com a vigésima primeira escolha o ala-pivô Brandon Clarke pode se mostrar um bom reserva para Jaren Jackson Jr. e Jonas Valanciunas. Vindo de Gonzaga, Clarke não possui um grande repertório ofensivo, mas suas qualidades defensivas fazem dele um bom prospecto. Pode perfeitamente defender armadores no perímetro ou gigantes no garrafão. Sua cobertura e capacidade de pegar ponte-aéreas também são características a serem destacadas.
Miami Heat – Com a escolha 13, a franquia da Flórida selecionou Tyler Herro de Kentucky, que apresenta qualidades para ser tanto um armador principal quanto um ala-armador. Pode orquestrar um pick-and-roll muito bem, mas sua maior virtude está nos arremessos de qualquer ponto da quadra – característica essa que deve ser muito valiosa no atual elenco do Heat.
Com a escolha de número 32, KZ Okpala não deve ser mais que um jogador de G-League na primeira temporada. Sua capacidade física faz com que tenha potencial para ser um jogador versátil, mas sua tomada de decisão prejudica o seu jogo nos dois lados da quadra.
Milwaukee Bucks – Pela primeira vez desde 2002 a franquia do Bucks aceitou pagar multas com objetivo de fazer o time competir pelo título. No processo, todas as suas escolhas foram trocadas.
Minnesota Timberwolves – Na noite do Draft o Wolves decidiu trocar a sua décima primeira escolha e Dario Saric para o Suns em troca da sexta escolha, na qual selecionaram Jarrett Culver. O ala-armador de Texas Tech tem potencial para se tornar uma força dos dois lados da quadra. Deve se tornar um bom pontuador em infiltrações e um bom defensor para jogadores das posições 1, 2 e 3. A sua qualidade como passador e reboteiro, é algo que o torna um jogador ainda mais completo.
Na escolha 43, o ala-armador Jaylen Nowell, demonstra boa capacidade de infiltração, mas seu arremesso pouco confiável e sua defesa ruim devem fazer dele apenas um jogador de G-League por enquanto.
New Orleans Pelicans – Numa das escolhas mais previsíveis dos últimos Drafts, Zion Williamson foi selecionado com a primeira escolha. A impulsão inacreditável – do agora segundo jogador mais pesado na NBA -, força descomunal, e enterradas espetaculares fizeram de Zion um fenômeno dominante nos dois lados da quadra desde o ensino médio. A sua capacidade atlética extraordinária faz com que ele seja associado apenas à um jogador físico, porém, o ala-pivô de Duke se mostra também um jogador com bom passe e inteligência. O único aspecto de seu jogo que precisa de grandes melhoras é o seu arremesso de longa distância. Ainda assim é difícil imaginar que Zion tenha grandes dificuldades em infiltrar mesmo contra defesas que se postem a passos de distância.
Com a escolha de número 8, o pivô Jaxson Hayes não possui um grande repertório, mas é muito bom no que faz. Seu tamanho, agilidade e explosão fazem dele uma constante ameaça de ponte-aérea e um belo protetor de aro.
Com a escolha 17, Nickeil Alexander-Walker apresenta na parte ofensiva a capacidade de ser criador de jogadas – embora essa qualidade não deva ser explorada, devido à presença de Lonzo, Jrue Holiday, Ingram e Zion -, e arremessador. Mas a sua maior qualidade é a defesa.
Na escolha 35, o selecionado foi o ala brasileiro Marcos Louzada – vulgo Didi – que disputou a última edição do NBB por Franca . O jogador chamou atenção dos scouts por sua energia e versatilidade defensiva. Apesar da boa impressão deixada e da grande qualidade nos arremessos de longa distância, o brasileiro pode acabar não permanecendo no time do Pelicans, que não possui um time de G-League.
New York Knicks – A partir da lesão de Durant, o plano da free agency do Knicks foi pelo ralo. James Dolan está receoso em oferecer um contrato máximo para KD e a possibilidade de Kyrie desembarcar em Nova York parece ter desaparecido com a lesão. Sendo assim, o futuro do Knicks, que trocou Porzingis visando conseguir estrelas nessa free agency, parece outra vez estar voltado para desenvolver jovens.
Com a terceira escolha, o ala de Duke R.J. Barrett parece estar preparado para um jogo de NBA. É um jogador inteligente que passa bem a bola. Pode muito bem ser o principal criador de jogadas do time. Seu arremesso é algo que pode melhorar, mas seu tamanho e capacidade atlética fazem com que ele seja um bom pontuador na infiltração. Sua capacidade atlética faz dele um bom jogador também na parte defensiva.
Com a escolha 47 os nova-iorquinos selecionaram o ala-pivô Ignas Brazdeikis, que mostrou agressividade para pontuar e muita energia. Mas nem mesmo a sua enorme disposição irá cobrir as diversas lacunas que o jogador apresenta no seu jogo, como defesa e arremesso.
